Para o controle do desmatamento na Amazônia são fundamentais as informações fornecidas por imagem de satélite. O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), dispõe de dois sistemas para isso. O acompanhamento anual, que é mais detalhado, é feito pelo Projeto PRODES e o mensal, com menor nível de detalhes, pelo Sistema DETER.

O desmatamento na região, que vinha em trajetória de queda de 2004 até 2012, cresceu 29% em 2013, frente a 2012. Os dados mensais do DETER em 2014 vinham confirmando esse aumento do desmatamento, bem como as da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), entidade com reconhecida experiência na área, que utiliza os mesmos dados que o governo oriundos do sensor MODIS para este acompanhamento. Repentinamente em setembro, a partir dos dados referentes ao agosto, o MMA suspendeu a divulgação do DETER, que seria retomado apenas em novembro. O último dado divulgado foi o de julho. Vários foram os motivos alegados: proximidade das eleições, o sistema seria substituído por outro mais preciso, as informações do DETER teriam caráter administrativo para uso interno do setor de fiscalização do MMA. Nenhum desses argumentos, no entanto, faz sentido. A população brasileira tem que estar informada, em especial em época de eleições. Os usuários do DETER não são só os fiscais do MMA, e sim todos os cidadãos do planeta, pois o desmatamento tem um impacto direto sobre o montante de gases de efeito estufa, e, portanto, sobre as mudanças climáticas.  Por fim, diz a boa prática que não se deve deixar de divulgar uma série de dados, antes que a nova série esteja disponível. O cronograma de divulgação dessas estatísticas deve ser divulgado com antecedência e não deve ser alterado sem motivo relevante.

Leia mais...

A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO) vêm por meio desta, expressar sua insatisfação com a forma com que o Governo Federal vem tratando a questão da falha nos resultados da PNAD 2013. Como o erro na pesquisa foi rapidamente detectado pelo IBGE e prontamente feita a retificação, tudo da maneira mais transparente possível, não encontramos motivo para a criação de duas comissões para avaliar a questão. Vemos, porém, com especial preocupação, por ser totalmente despropositada, a instalação de uma comissão sindicância, que pode ser interpretada como instrumento de intimidação do IBGE.  O IBGE é um órgão do Estado, e não do governo. Seu trabalho deve ser valorizado e entendido como patrimônio de nossa nação. Uma questão técnica não pode ser tratada como caso de polícia.

 

Atenciosamente

Sociedade Brasileira de Economia Ecológica


Cerca de 450 pesquisadores de todo o mundo participaram na última edição da conferência bianual da Sociedade Internacional de Economia Ecológica (ISEE 2014), que teve lugar em Reiquejavique, na Islândia. A conferência decorreu entre os dias 13 e 15 de Agosto e contou pela primeira vez com participantes da China e Rússia.

Como tornar a heterogeneidade encontrada dentro da Economia Ecológica numa aliada na resolução dos desafios contemporâneos? Esta foi a questão em destaque no discurso de abertura, feito pela atual presidente da ISEE, Marina Fischer-Kowalski.

A ISEE 2014 teve como tema central o bem-estar e a equidade dentro das fronteiras planetárias. Estas questões foram discutidas nas apresentações de inauguração de cada manhã por vários palestrantes proeminentes, entre eles: Johan Rockstrom, Daniel O’Neill, Jorgen Randers, Poly Higgins, Peter Victor, que inclusive foi distinguido com o Prémio Kenneth Boulding pelos seus anos de carreira e contributo ímpar dentro da Economia Ecológica, entre outros.

Leia mais...

A Rede Brasileira do Pacto Global, por meio do Grupo Temático de Energia e Clima, convida empresas e organizações para participar de capacitação internacional sobre um dos maiores desafios atuais do planeta. O 26º Treinamento de Lideranças em Mudanças Climáticasserá realizado no Brasil de 4 a 6 de novembro, no Rio de Janeiro-RJ, como iniciativa do Climate Reality Project, da rede global de ativistas Climate Reality Leadership Corps, em parceria com a organização Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

Pela primeira vez na América do Sul, o treinamento conduzido pelo prêmio Nobel e ex vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore é gratuito e destinado a um público diverso de lideranças estudantis, empresariais e da sociedade civil. As candidaturas devem ser submetidas até 10 de outubro no sitehttp://www.climaterealitytraining.org/brazil/.

A programação inclui um dia de treinamento com Al Gore, com a apresentação que se tornou referência no premiado documentário Uma Verdade Inconveniente. Os participantes terão a chance de entender a discussão global sobre mudanças climáticas com foco no desenvolvimento de soluções locais para o fenômeno. Os palestrantes irão expor suas visões e estratégias para um futuro sustentável e o papel da sociedade civil neste processo.

A gratuidade do curso não inclui as despesas de hospedagem e viagem ao Rio de Janeiro. Ao concluir o treinamento, os participantes se tornarão membros do Climate Reality Leadership Corps, integrando a rede global de Climate Reality Leaders.

Para mais informações, acesse http://climaterealityproject.org.

ISEE 2012

Trabalhos disponíveis para download

Parceiros

 



CDS/UnB