Temas - Mudanças Climáticas

19/12/2009
COP 15 e o Prof. Dr. Aziz Ab S´Aber
Ponderado, o professor, critica os que ele chama de "terroristas do clima": "Não tenho dúvida de que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam".
Ab'Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os "terroristas" não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra...Leia mais>>>

28/05/2009
Empresas temem pressão feita pelos emergentes
Indústria dos EUA quer evitar quebra de patente de energia
Ricardo Balthazar, de Washington

Indústrias americanas decidiram reagir contra pressões que Brasil, China e Índia têm feito para facilitar o acesso de países em desenvolvimento a tecnologias de energia limpa em meio às negociações do novo tratado internacional para combate ao aquecimento global que a Organização das Nações Unidas (ONU) espera concluir neste ano.

O objetivo das empresas é preservar os direitos de propriedade intelectual assegurados pelas patentes que protegem as tecnologias que elas desenvolveram, evitando que elas sejam transferidas para outros países em condições desvantajosas e sem sua concordância. (Texto completo em PDF)

27/02/2009
Indústria pede agenda climática mais ampla
Daniela Chiaretti, de São Paulo

Os ministros internacionais de Finanças deveriam se envolver mais com a agenda da mudança climática. O tema ultrapassa a fronteira puramente ambiental de governos e empresas e se espalha pelas questões energéticas, estruturais, de desenvolvimento e de concorrência. Esta recomendação surgiu em um encontro, encerrado ontem, de 15 representantes de confederações nacionais de indústrias em Copenhague, na Dinamarca. Era uma reunião preparatória à conferência do clima no final do ano, na capital dinamarquesa, de onde se espera saia um acordo mundial que dê novos horizontes ao Protocolo de Kyoto.

Estiveram presentes representantes dos Estados Unidos, Japão e Canadá, China, Índia, África do Sul e Brasil, Quênia e União Europeia, além dos anfitriões. "Há uma demanda forte para que a área financeira dos governos entre mais no tema porque é preciso saber como irão se financiar as decisões", diz José Augusto Fernandes, diretor-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Há um debate sobre novos mecanismos tributários ou como se caminhará para economias de baixo carbono".

A reunião, privada, sem governos ou objetivo negociador, foi convocada pela confederação das indústrias da Dinamarca e pela Business Europe, a mega entidade empresarial com sede em Bruxelas. Evidentemente, as discussões passaram pela crise econômica internacional e pela necessidade de se afastar qualquer ação protecionista deste debate.
"Este é o reconhecimento geral, mas, no fundo, as barreiras protecionistas estão sempre ameaçando", diz Fernandes. Há alguns projetos tramitando no Congresso americano e na Europa, por exemplo,
que pretendem taxar o carbono das importações.

O primeiro-ministro da Dinamarca Anders Fogh Rasmussen passou mais de uma hora ontem com os empresários. Segundo o relato de Fernandes, destacou a "oportunidade verde" que o tema abre. Disse também que a meta que se desenha, de cortar drasticamente a emissão dos gases-estufa em 2050, deveria ter uma outra, intermediária e menos distante. A grande questão continua sendo qual será a posição dos Estados Unidos nas negociações, considerando-se que há pouco tempo hábil para isso. O representante da indústria dos EUA teria se mostrado bastante cético quanto à ratificação de um acordo internacional, que saia em Copenhague, pelo Congresso americano.
"Seriam necessários 67 votos, e hoje eles acham isso difícil."

Na esperada liderança americana no processo de discussão de um regime internacional do clima, a atitude da China é fundamental. Se os EUA são os maiores emissores de gases-estufa segundo o critério histórico, a China é o maior emissor atualmente. O país foi o primeiro, entre os emergentes, a ter um plano nacional de mudança climática, com foco em energia. "A percepção é que a China tem feito muito", diz Fernandes.

Alguns temas não avançam. A transferência de tecnologia dos países mais ricos para os demais é um nó histórico que não desata. "É um tema que não anda por definição, porque se trata de um campo privado", diz o executivo da CNI. Fala-se, contudo, na criação de um centro internacional de pesquisas ou em mecanismos facilitadores para novas tecnologias que tenham grande impacto internacional. Nas propostas da CNI que foram levadas à reunião está o pedido de estratégias de transferência de tecnologia e instrumentos de financiamento que permitam que empresas pequenas e médias tenham acesso a equipamentos e processos mais limpos e adequados.

27/02/2009
International Scientific Congress on Climate Change, Copenhagem 10-12 março.
Veja o link: www.climatecongress.ku.dk


27/02/2009
Uma nova economia geográfica do consumo (Por Ricardo Abramovay)
(Texto completo em PDF)

27/02/2009
Long, detailed, impressive - but futile in the face of runaway climate change

No artigo anexo George Monbiot critica o mais radical documento oficial de um país sobre a mitigação do aquecimento global: o Relatório Turner, divulgado ontem.

A divergência é sobre a data em que deveria ocorrer o pico da concentração de gases estufa atmosfera e, principalmente sobre a subsequente taxa de decréscimo.

Turner assume 2016 com queda posterior de 3% a 4% ao ano. Apoiado em recente documento da Royal Society, Monbiot diz que precisa ser 2015, e com queda de 6% a 8% entre 2020 e 2040.

Ontem, em debate televisivo na BBC-2, além de Turner e Monbiot, esteve um representante das geradoras de energia elétrica. Segundo ele, a Europa poderá gerar energia elétrica limpa por volta de 2050. Mas que certamente haverá apagões se surgir pressão para que o processo seja mais rápido.
(Texto completo em PDF)

27/02/2009
Ano decisivo para a sustentabilidade (José Eli da Veiga)

Pela primeira vez em 23 anos a já tradicional coleção de previsões da revista The Economist inclui seção especial sobre o meio ambiente. Segundo o editor Daniel Franklin, a novidade foi motivada pela importância que terão o clima, as energias renováveis e a água na agenda internacional de 2009. Mas se declara bem pessimista em um dos oito editoriais, intitulado "O ano da insustentabilidade", no qual duvida que os governos (além das empresas) mostrem em 2009 que realmente têm compromissos socioambientais. (Texto completo em PDF)

27/02/2009
O bonde do clima (Marcelo Leite)

Hoje, Finados, é um bom dia para pensar no futuro. O pessimismo, deste ponto de vista atual, mostra-se a maneira mais correta de encarar a realidade.
Uma das desvantagens de viver muito, pelo menos meio século, é ver de tudo acontecer -e também o seu contrário. Veja só o que está ocorrendo com o assunto mais importante do mundo, o clima do planeta (Texto completo em PDF).

27/02/2009
Mudança no clima é desafio maior que a crise (José Eli da Veiga)

O mundo deve enfrentar agora, ao mesmo tempo, três enormes problemas: recessão, segurança energética e aquecimento global. Mas se crises econômicas são passageiras, a mudança climática é o grande desafio do século. Imaginar que a desaceleração econômica acabará sendo benéfica ao clima porque se emitirá menos, é "duplamente tacanho", reage o economista José Eli da Veiga. "Ao custo do desemprego?", continua, procurando apontar que a eventual desaceleração econômica deve correr pelo trilho da busca de tecnologias limpas (Texto completo em PDF).

 

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